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sábado, dezembro 27, 2008

Saiba as formas de liquidação das operações com derivativos e as finalidades desse mercado

Fonte: ANBID
16 de Dezembro de 2008

A liquidação das operações com derivativos não-padronizados é feita diretamente entre as partes contratantes e, nesse caso, como não há um sistema de garantia que suporte o cumprimento do contrato o risco é maior. Já as operações com derivativos padronizados a liquidação é feita em câmaras de compensação ligadas à bolsa ou a sistema de negociação com estrutura de garantias para o cumprimento das obrigações assumidas pelas partes.

Em qualquer operação com derivativos (padronizados ou não), no entanto, há duas formas de liquidação:

Financeira: é feita por diferença financeira. Utilizando-se o preço de referência no dia de vencimento do contrato, registram-se uma venda para o comprador original e uma compra para o vendedor original. A diferença apurada é liquidada entre as partes, sem que haja entrega física do ativo negociado.

Física: a liquidação física, mais comum nos mercados agropecuários e de energia, consiste na entrega física do ativo em negociação na data de vencimento do contrato. Em muitas situações, a liquidação física pode ser muito dispendiosa ou, ainda, indesejável. O participante pode não ter nenhum interesse pelo ativo, sendo seu único intuito a obtenção do valor do diferencial entre a compra e a venda desse ativo (especuladores). Nesses casos, opta-se pela liquidação financeira.

Alguns contratos admitem ambas as formas de liquidação, mas a maior parte admite apenas a liquidação financeira.

Quais são as finalidades dos derivativos?

Proteção (conhecida pelo termo em inglês hedge)
A preocupação aqui é com o risco de variações adversas de taxas, moedas ou preços. Equivale a ter uma posição em mercado de derivativos oposta à posição assumida no mercado à vista, para minimizar o risco de perda financeira decorrente de alteração adversa de preços.

Se uma companhia, por exemplo, tem dívidas a pagar em dólar que vencerão no longo prazo e, caso tema que a cotação dessa moeda venha a subir o que aumentaria o valor da dívida, pode realizar uma operação no mercado futuro com contratos cambiais (derivativo de câmbio) para garantir a cotação dessa moeda em data futura minimizando os riscos de variações adversas de preço.

Alavancagem
Os derivativos têm grande poder de alavancagem, já que a negociação com esses instrumentos exige menos capital do que a compra do ativo à vista. Assim, ao adicionar posições de derivativos a seus investimentos o investidor pode aumentar a rentabilidade total destes a um custo mais baixo. O inverso também é verdadeiro, caso a expectativa do investidor não se confirme o que pode potencilizar o prejuízo.

Especulação
Lembre-se que não há nada de errado em especular no mercado financeiro. O derivativo é instrumento bastante utilizado entre os investidores que aceitam correr mais riscos de perdas em troca da possibilidade de aumentar os ganhos. Tomar uma posição no mercado futuro ou de opções sem uma posição correspondente no mercado à vista. Nesse caso, o objetivo é operar a tendência de preços do mercado.

Arbitragem
Aqui a estratégia visa tirar proveito da diferença de preços de um mesmo ativo negociado em mercados diferentes. O objetivo, segundo o livreto introdutório da BM&FBOVESPA, é aproveitar as discrepâncias no processo de formação de preços dos diversos ativos e mercadorias e entre vencimentos. Essa ferramenta é utilizada em fundos multimercados e long and short.

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