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sexta-feira, julho 01, 2011

Venda a descoberto: especialistas apontam riscos e vantagens para investidor

Venda a descoberto: especialistas apontam riscos e vantagens para investidor

Por: Diego Lazzaris Borges

SÃO PAULO – Ganhar com os investimentos em renda variável tem sido uma tarefa difícil este ano. Enquanto a renda fixa vem garantindo uma rentabilidade considerável para os investidores, por conta do aumento dos juros, o Ibovespa, principal indicador do mercado brasileiro, já acumula perdas de 11,11% este ano - até o fechamento desta quarta-feira (15).

Neste cenário, uma das opções disponíveis para traders (investidores) mais experientes é operar pensando na queda do mercado. Para aqueles que fazem day trade (comprar e vender a mesma ação no mesmo dia), existe a possibilidade de vender ações sem possuí-las no portfólio, dando como garantia outras ações ou o saldo financeiro da conta.

O esquema é simples. O investidor vende um papel que ele acredita que vai cair até o final do dia. Antes do encerramento do pregão, ele compra aquelas ações e ganha com a diferença de preço entre as duas transações.

Riscos
De acordo com especialistas de mercado, este tipo de operação envolve os mesmos riscos de uma operação normal de day trade com objetivo de alta. “O risco de operar no curtíssimo prazo é o mesmo. Você tem o tempo contra, então, se aquela ação não subir - ou no caso, não cair – o investidor terá de vender e arcar com os prejuízos”, afirma o diretor da corretora Icap, Paulo Levy.

O operador da Um Investimentos, Paulo Hegg, tem a mesma opinião. “Este tipo de operação só é indicada para aquele investidor com perfil bem agressivo e que já tem uma experiência no mercado. É uma transação que pode garantir bons lucros, mas os riscos também são muito elevados”, afirma Hegg.

Investidor que vive da Bolsa
De acordo com o analista da Futura Investimentos, Allan Oliveira, o investidor que opera regularmente no mercado com trades curtos precisa saber operar tanto na alta quanto na baixa.

“Para aquela pessoa que faz várias operações inclusive no intraday, é importante saber também operar vendido”, diz Oliveira.

Para Paulo Levy, historicamente, o investidor pessoa física tem operado muito mais na tendência de alta do mercado. “Quando a Bolsa cai, ou ele fica de fora, ou, se já possui ações, fica torcendo para que elas voltem a subir. Desenvolvemos uma ferramenta de home broker para que ele opere também na baixa”, afirma o diretor da Icap.

Análise técnica
Os investidores que fazem este tipo de transação de curtíssimo prazo precisam de parâmetros para entrar e sair de uma posição. Para isso, a análise de gráficos é a mais indicada. “O uso da ordem de 'stop', ou no caso de operar vendido, de 'start,' é fundamental”, afirma Levy.

Com a ferramenta de “stop”, o investidor programa a venda de um ativo se ele chegar a um determinado preço, garantindo que as perdas sejam controladas. No caso da venda a descoberto, existe a ordem “start”, que compra o ativo vendido automaticamente quando ele atingir determinado preço.

Aluguel de ações
Para aqueles que querem "operar vendido” em transações mais longas, que ultrapassem o período de um dia, a opção é alugar a ação. Com a operação, o investidor aluga um ativo, vende e quando atingir o preço esperado, ele compra para devolvê-lo ao dono.

Segundo especialistas, este tipo de transação também envolve riscos, já que possui um “prazo de validade”. Ou seja, mesmo que aquelas ações não tenham o desempenho esperado, o investidor terá de devolvê-las e pode ter de embolsar os prejuízos.

Além disso, para alugar ações são cobradas taxas, que costumam variar de acordo com a liquidez daquele ativo.

Longo prazo
De acordo com educadores financeiros e analistas do mercado, a Bolsa de Valores é ideal para investimentos de longo prazo, já que possui uma grande volatilidade e no curto prazo pode se tornar um risco para investidores menos experientes.

Entretanto, o mercado possui uma vasta disponibilidade de ganhos e pode ser aproveitado de diversas maneiras. É importante lembrar que as operações de curtíssimo prazo são indicadas para aqueles que já têm experiência no mercado e sabem lidar com o sobe e desce das ações, especialmente no intraday.

"É preciso que ele seja um investidor mais experimentado, diferente de quem vai acompanhar uma empresa no longo prazo, buscando ganhar dividendos e na valorização futura do papel”, finalza Levy, da Icap.

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